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Cadernos de Formação Popular 1: Explorados e Exploradores - Marta Harnecker

Caderno 1 - Diagrama Editorial

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de formação marxista em linguagem popular e extremamente didático

Description

Marta Harnecker Gabriela Uribe 0 \

EXPLORADOS E EXPLORADORES

EXPLORADOS E EXPLORADORES MARTA HARNECKER GABRIELA URIBE

COPYRIGHT © GLOBAL

EDITORA

TRADUÇÃO

E DISTRIBUIDORA

ADAPTAÇÃO:

R E V I S Ã O : Armandinha Venâncio C A P A : Carlos C l'é m e n D'IA G R A M A Ç Ã O ,

C O M P O S I Ç Ã O : M a r c'o s'D'u a r t e F O T O L'I T O : Paulo B o c'a t t o e Carlos N i c'o l'a u

Publicado por A c'o r d'o com Iniciativas Editoriais

D i r e i t o s'reservados por

Impresso na E d'i t o r a Parma Rua da V á r z e a ,

J o s'e A n t o n i o Coelho

CATÁLOGO

PROLOGO A EDIÇÃO CHILENA

Ãs revoluções sociais nâo são feitas pelos indivíduos,

por mais brilhantes ou heróicos que sejam

As revoluções sociais

são feitas pelas massas populares

Sem a participação das grandes massas não há revolução,

é por isso que uma das tarefas mais urgentes neste momento é que os trabalhadores se eduquem,

elevem o seu ní vel de consciência,

se capacitem para responder às novas responsabilidades que surgem dentro do processo revolucionário que o nosso pai's vive

Se queremos transformar a nossa sociedade numa nova sociedade temos de ser capazes,

de compreender quais são as suas características principais na atualidade,

como é que se explica o seu caráter "capitalista dependente",

que papel desempenhou o imperialismo na nossa situação atual de subdesenvolvimento e,

saber com que forças sociais conta a classe operária para lutar contra esta situação

Além disso devemos saber através de que processo histórico foi possfvel chegar a este t r i u n f o das forças populares,

dado que ele representa apenas o resultado final de um longo período de luta de classes durante o qual a nossa terra foi banhada pelo sangue de operários,

Mas para podermos responder a todas estas perguntas suscitadas pela nossa realidade e para estarmos aptos a resolver outras que surgirão à medida que este processo se desenvolve,

necessitamos de um conhecimento prévio,

um conhecimento que nos sirva de instrumento para analisar a realidade e para guiar a nossa ação

Este conhecimento é o Materialismo Histórico

que podemos definir como o conjunto dos conhecimentos científicos acerca da sociedade

Por intermédio do Materialismo Histórico sabemos o que é

que determina a organização e funcionamento da sociedade e porque é que se produz a mudança de um t i p o de sociedade para outro

conhecemos as leis fundamentais da sociedade

É o conhecimento científico de qualquer realidade que permite atuar sobre ela e transformá-la

o médico para poder curar os seus doentes necessita de ter um conhecimento prévio acerca das doenças,

como se manifestam e como se tratam,

necessita de conhecer as leis gerais da medicina

Este conhecimento é o instrumento teórico que ele usa para observar um doente em particular,

chegar a um diagnóstico e fazer um tratamento que transforme esse doente num homem são

O mesmo acontece com a realidade social: para podermos transformar uma determinada sociedade temos de fazer uma análise dessa realidade que nos permita atuar sobre ela

O instrumento teórico que usamos neste caso é o conhecimento científico da Sociedade,

Esta série de Cadernos de Educação Popular (CEP) propõe-se precisamente fornecer,

sob uma forma acessível e ao mesmo tempo rigorosa,

os instrumentos teóricos mais importantes para compreendermos o processo de modificação social e podermos delinear quais devem ser as características da nova sociedade quç queremos construir

Os sete primeiros títulos desta série são os seguintes: 1 — Explorados e Exploradores 2 — Exploração Capitalista 3 — Monopólios e Miséria 4 — Luta de Classes 5 — Imperialismo e Dependência 6 — Capitalismo e Socialismo 7 — Socialismo e Comunismo

Se bem que cada um destes textos contenha um tema que pode ser compreendido sem ser necessária a leitura dos outros,

a melhor maneira de estudá-los é seguindo a ordem da série,

visto que os primeiros temas vão ajudando a compreender os seguintes

O tema deste primeiro caderno,

é o estudo dos diferentes aspectos da sociedade,

e do modo como eles se relacionam e estSo organizados

A q u i apenas se diz que esta organiza-

ção se modifica de uma sociedade para outra,

sem se entrar no estudo da maneira como se produz esta transformação

£ mais na frente,

já que para o compreendermos,

são necessários outros elementos que estudaremos nos Cadernos que o antecedem

Em todo o caso,

sempre que num caderno um assunto é apenas mencionado,

em que número da série se pode estudá-lo mais a fundo

Cada caderno contém,

para além do desenvolvimento do tema,

um questionário para que o leitor possa controlar a sua própria leitura,

e uma bibliografia para aqueles que queiram estudar mais a fundo cada um dos temas

Isto permite o estudo e leitura coletiva dos CEP,

que recomendamos como a melhor forma de aproveitar esta publicação,

já que asfim os trabalhadores poderáb ajudar-se mutuamente a compreender o text o ,

poderão trocar experiências,

enriquecer o tema com exemplos tirados da sua própria realidade e discutir em conjunto como aplicar estes conhecimentos â luta diária

Pedimos aos nossos leitores,

e especialmente aos trabalhadores,

que nos façam chegar as suas opiniões,

para irmos melhorando cada vez mais esta série,

de modo que ela cumpra de maneira cada vez mais efetiva os objetivos que se propôs

Para isso devem dirigir-se a M

NOTA DOS A D'A P T A D'O R E S Nos últimos meses ampliou-se,

a luta dos trabalhadores brasileiros

Diversas categorias t ê m desencadeado greves,

tações de rua e assembléias com participação de milhares de trabalhadores

Sempre f o i necessário,

a divulgação de maneira acessível do conjunto dos instrumentos científicos que permitam aos trabalhadores realizar a análise e a transformação revolucionária da realidade

O estudo e o debate do materialismo histórica torna-se cada vez mais uma tarefa urgente

é com este objetivo que iniciamos a publicação dos Cadernos de Educação Popular

Esta adaptação feita sobre a tradução da publicação chilena

procurou integrar o texto â realidade brasileira,

respeitando o pensamento político dos autores

O U T U B R O 1979

SUMÁRIO Conteúdo do Caderno

O T R A B A L'H O 0 0 HOMEM E AS R I Q U E Z A S N A T U R A I S

Sem o trabalho do homem as riquezas naturais não servem para nada

Então porque é que são os trabalhadores que estão em piores condições dentro da sociedade

O PROCESSO DE P R O D'U Ç Ã O :

F O R Ç A DE T R A B A L'H O E MEIOS

DE PRODUÇÃO

Alguns elementos teóricos para poder responder: definição de matéria-prima,

O trabalho de coordenação e controle na grando indústria moderna

A PROPRIEDADE P R I V A D'A DOS MEIOS DE PRODUÇÃO,

ORIGEM DE T O D'A A E X P L'O R A Ç Ã O

Exemplos de como a propriedade privada dos meios de produção permite a exploração no capitalismo,

A exploração não existiu sempre,

AS R E L'A Ç Õ E S SOCIAIS DE f»RODUÇAO

Todo o processo de produção é um processo histórico que ocorre sob determinadas relações sociais de produção

As relações de explorador-explorado

As relações de cooperação recíproca

As relações sociais de

não são relações humanas e não dependem da vontade dos

A REPRODUÇÃO DAS RELAÇÕES SOCIAIS DE P R O D'U Ç Ã O

PAPEL DO ESTADO E DA I D'E O L'O G I A

As relações sociais de produção tendem a reproduzir-se

Os proprietários dos meios de produção controlam o Estado e as leis

Controlam

também os meios de comunicação de massa e o conteúdo dos programas de ensino

O poder político e ideológico serve-lhes para reproduzir as relações de produção

MODO DE PRODUÇÃO

I N F R A

A sociedade como modo de produção

As relações sociais como elemento fundamental na organização da sociedade

Os conceitos de infra e superestrutura

O papel determinante da estrutura econômica ou in-

MODO DE P R O D'U Ç Ã O E F O R M A Ç Ã O SOCIAL

A diferença entre a necessidade de compreender a sociedade através de um só t i p o de relação de produção,

e o estudo de uma sociedade historicamente determinada,

em que existem diferentes tipos de relações de produção

O conceito de formação social

O papel da infra e da superestrutura na formação social

Conclusão acerca da luta dos trabalha-

dores pela supressão da exploração

RESUMO QUESTIONÁRIO BIBLIOGRAFIA

O T R A B A L'H O DO HOMEM E AS RIQUEZAS NATURAIS

Ao contrário do que sempre nos disseram,

para tentar justificar a miséria em que vive o povo Brasileiro,

o Brasil não é um país pobre

Os nossos rios representam uma grande fonte de

No nosso subsolo existem grandes quantidades de vários minérios

A nossa extensa costa possui uma grande riqueza em peixe

Mas estas riquezas naturais de nada trabalho do homem

Sem o trabalho dos mineiros as pirites,

o urânio e outras riquezas minerais ficariam para sempre enterradas

Sem o trabalho de muitos homens as águas dos nossos rios perder-se-iam no mar sem serem aproveitadas para iluminar as cidades e movimentar as fábricas

Sem o trabalho dos pescadores o' mar não entregaria os seus peixes

Sem o trabalho dos camponeses,

a terra não daria os seus frutos

E portanto o trabalho do homem que permite arrancar à natureza as suas riquezas

Mas em que mãos é que vão parar as riquezas

? Vão parar nas mãos dos trabalhadores

Todos sabemos que a esmagadora maioria da ri14

queza criada pelos trabalhadores vai parar nas mãos dos capitalistas

Uma pequena minoria da população recebe a esmagadora maioria do rendimento criado pelos trabalhadores,

Enquanto os trabalhadores têm que viajar pendurados nos ônibus,

os seus patrões têm dois ou três carros

Enquanto muitos trabalhadores não têm um lugar onde viver dignamente,

os seus patrões têm duas ou três casas em diferentes lugares do país

Enquanto uma grande parte dos trabalhadores só têm uma roupa decente,

os seus patrões têm os guarda-roupas cheios de ternos

Enquanto os filhos dos trabalhadores se alimentam mal e muitas vezes prejudicam a sua saúde e a sua inteligência com isso,

os filhos dos patrões deixam pratos cheios de comida que vai para o lixo,

porque já estão fartos de comer

Porque é que um punhado de capitalistas acumula tanta riqueza,

enquanto a maioria do povo tem apenas o indispensável para sobreviver

? Porque razão foram eles e não os trabalhadores que acumularam riqueza,

quando foram estes últimos que extraíram as riquezas da natureza e,

Para podermos responder a estas perguntas devemos deter-nos por momentos na análise do processo de produção,

devemos analisar quais são os elementos que tornam possível a transformação da natureza em produtos úteis aos homens

O PROCESSO DE PRODUÇÃO: FORÇA DE TRABALHO E MEIOS DE PRODUÇÃO

Para estudarmos todos os elementos que entram no processo de produção,

usaremos o exemplo de uma costureira ou de um sapateiro

Quando a costureira trabalha,

? A Costureira trabalha um determinado corte de pano para transformá-lo num vestido e para isso utiliza,

máquina de costura

Além disso tem necessidade de alugar uma casa para se instalar,

e tem de iluminá-la para poder trabalhar

Definiremos cada um destes elementos do processo de produção da seguinte maneira: Chamaremos M A T É R I A S

para constituírem o produto final

No nosso exemplo as matérias-primas são: o pano,

Todos estes elementos passam a constituir o vestido,

de uma maneira ou de outra são parte dele

Se faltar uma destas matérias-primas,

a costureira não poderá produzir o vestido de pro-

distinguimos dois níveis fundamentais: o nível econômico,e o nível jurídico-político-ideológico

Entre estes dois níveis,

é o nível econômico que desempenha o papel fundamental dentro da sociedade,

é o nível econômico a base sobre a qual se levanta todo o edifício social

' Por isso chamaremos "infra-estrutura" o nível econômico

O outro nível,

formado por elementos jurídico-políticos (Estado,

) e ideológicos (idéias e costumes sociais),

Por outro lado,

a infra-estrutura determina a superestrutura

Isto significa que o Estado,

as idéias que se difundem numa sociedade não são elementos neutros,

mas sim elementos que estão ao serviço da infra-estrutura econômica,

permitindo a esta a sua reprodução contínua

MODO DE PRODUÇÃO E FORMAÇÃO SOCIAL

Até aqui quando usamos a palavra sociedade referimo-nos sempre a uma sociedade em que havia um único tipo de relações de produção: escravistas,

Mas existem ou existiram na realidade sociedades tão puras

? Existem sociedades em que reine um único tipo de relações de produção

pensarmos sobre o Nordeste do Brasil há uns anos atrás,

constatamos que juntamente com

as relações de produção capitalistas,

que se encontravam principalmente nos centros urbanos,

produção que existiam no campo entre latifundiários e camponeses estavam muito mais próximas do feudalismo que do capitalismo,

não vendia a sua força de trabalho por um salário,

mas devia sim trabalhar a terra do patrão com as suas próprias ferramentas,

para receber em troca um pedaço de terra onde viver e do qual pudesse alimentar sua família

Por outro lado,

além dos capitalistas e dos operários,

dos latifundiários e dos camponeses,

existiam inúmeras pessoas que se dedicavam a fazer objetos em suas próprias casas ou a cultivar a sua própria terra,

levando seguidamente os seus produtos ao mercado

estes artesãos e pequenos agricultores trabalhavam como pequenos prolutores independentes ligados ao mercado

Constatamos assim que nessa época podíamos afirmar que no Brasil existiam vários tipos diferentes de relações de produção: capitalistas,

pequena produção independente,

» O que acontecia no Brasil há anos atrás ocorre ainda hoje se bem que com algumas diferenças pois a maior parte das relações semi-feudais vão desaparecendo gradualmente para se transformarem em relações capitalistas

Os camponeses trabalham hoje como os operários industriais,

com ferramentas pertencentes ao patrão e recebendo a maior parte do pagamento do seu trabalho sob a forma de salário,

se bem que ainda se conservem muitas influências de caráter político ideológico das relações de produção anteriores

Noutros países existem relações semi-servis no campo e em alguns existem mesmo grupos que vivem em comunidades onde as relações de colaboração recíproca são as mais importantes

Então porque é que ao falarmos de sociedade nos referimos sempre a sociedades em que existe um único tipo de relações de produção

? Porque para compreender o queé a sociedade e distinguir um tipo de sociedade de outro usamos o método científico de explicar as coisas por meio de conceitos,

investigamos qual é o elemento fundamental que determina a organização e o funcionamento da sociedade e qual é o elemento fundamental que caracteriza cada um dos diferentes tipos de sociedade

Concluímos que este elemento fundamental são as relações de produção e que cada sociedade se distingue da outra por ter deterrsnnado tipo de relações de produção de maneira predominante

• é para poder estabelecer esta distinção entre os diferentes tipos de sociedade que nos referimos a um único tipo de relações de produção em cada caso

Isto leva a considerar a sociedadfe como "modo de produção"

Chamaremos MODO DE PRODUÇÃO ao conceito científico de sociedade que nos indica como ela se organiza com base nas relações de produção

Com esta idéia clara que temos da sociedade,

com os conceitos científicos que alcançamos,

podemos estudar as sociedades concretas,

Neste caso,

já não se trata de compreender o que é uma sociedade ou de saber que existem diferentes tipos de sociedades mas sim de estudar uma sociedade que existe e que temos de conhecer para poder transformar

é para fazer isto,

para conhecer uma sociedade real,

que necessitamos dos conceitos científicos de sociedade

eles são os instrumentos que usamos para conhecer e transformara realidade social

Em todas as sociedades» reais encontramos simultaneamente diferentes relações de produção,

dominando uma delas as restantes

Por isso o mais importante é assinalar por meio do estudo dessa sociedade em particular,

qual é a relação de produção dominante e de que maneira domina as restantes

São estas relações dominantes que permitem caracterizar uma sociedade determinada

Por exemplo,

quando falamos do Brasil dizemos que é um país capitalista

Fazemos igual afirmação relativamente a todos os países da Europa

Isto não significa que nestes países apenas existam relações de produção capitalistas

outras relações de produção que desempenham um papel secundário e que se vão desagregando à medida que se desenvolvem as relações de produção capitalistas

Estas relações de produção diferentes dão origem a grupos sociais diferentes

Estes grupos sociais que se diferenciam entre si pelo lugar que ocupam na produção dos bens materiais,

chamamos de classes sociais (1)

Portanto,

a infra-estrutura ou nível econômico não é uma infra-estrutura simples,

formada por um só tipo de relações de produção,

mas uma infra-estrutura complexa em que há diferentes relações de produção

Isto implica que a superestrutura ou nível jurídico-político e ideológico,

O caderno de Educação Popular n

juntamente com elementos dominantes que estão determinados pelas relações de produção dominantes,

existem elementos secundários,

determinados pelas outras relações de produção

O poder político,

não resulta sempre do domínio puro de uma única classe mas pode resultar do domínio conjunto de duas ou mais classes contra os setores explorados

Quando estudamos ou falamos de uma sociedade real,

num momento determinado da sua história e em que existem diferentes relações de produção,

utilizamos o termo "formação social"

Chamaremos FORMAÇÃO SOCIAL a toda a sociedade historicamente determinada

Resumindo,

analisamos qual a diferença entre o conceito de sociedade ou modo de produção e uma sociedade historicamente determinada ou formação sociá

Estes conceitos permitem-nos compreender que para estudar uma formação social devemos dirigir a nossa atenção em primeiro lugar para o estudo do modo como se produzem nessa sociedade os bens materiais,

quais são as relações de produção que ocorrem,

qual destas relações é a dominante,

que efeitos produzem estas relações nos níveis político,

Para realizar este estudo devemos observar a realidade concreta,

estatísticos ou de out r o tipo,

e estudá-los usando os conceitos que vimos

Não devemos nunca confundir estes conceitos com a realidade que estamos estudando,

não devemos nunca aplicar de forma cega e mecânica esquemas puros

Não devemos,

confundir a sociedade brasileira com c'conceito puro de modo de produção ca48

já vimos que no Brasil existem outras relações do produção além das relações de produção capitalistas

Além disso,

se estudarmos estas relações de produção observando de forma concreta a nossa realidade,

descobriremos que elas estão deformadas e submetidas às relações capitalistas dos países mais avançados d')

Para concluir devemos afirmar que o conceito de modo de produção nos indica que em todas as formações sociais os elementos da superestrutura ajudam a manter e a reproduzir as relações de produção,

mas em cada caso este fato tem características particulares

Por isso,

a luta dos trabalhadores contra a exploração econômica exercida pelas classes dominantes requer,

que se conduza ao mesmo tempó uma luta para destruir também os aparelhos por meio dos quais se exerce o poder político e ideológico das classes exploradoras

um conhecimento profundo da maneira como se exerce este domínio nesse país

Esta luta dos trabalhadores contra a exploração vai sendo facilitada pois simultaneamente com a tendência para a reprodução das relações de produção surgem,

no seio da própria sociedade capitalista,

as condições que conduzefn à sua destruição

tornam-se mais agudas as suas contradições internas e crescem e fortalecem-se as classes sociais que farão desaparecer este sistema de exploração

Os trabalhadores devem ter bem claro que nesta luta os exploradores nunca renunciarão voluntariamente aos seus privilégios

Antes pelo contrário,

tratarão de conservá-los por todos os meios mesmo recorrendo às piores ardi

No Caderno n

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POLICIAMENTO INÚTIL A PM foi com a tropa de choque,

TODOS PARADOS Um único camlnhêo entrou na Refinaria de Paullnla

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