PDF -NR 13 - Caldeiras e Vasos de Pressão (113000-5) - IARUnicamp - CALDEIRAS E VASOS SOB PRESSÃO - UFF
Wait Loading...


PDF :1 PDF :2 PDF :3 PDF :4 PDF :5 PDF :6 PDF :7 PDF :8 PDF :9


Like and share and download

CALDEIRAS E VASOS SOB PRESSÃO - UFF

NR 13 - Caldeiras e Vasos de Pressão (113000-5) - IARUnicamp

PDF caldeiras e vasos de pressão DDS Online ddsonline br images caldeiras e vasos de pressao pdf PDF NR 13 Caldeiras e Vasos de Pressão IFBa ifba edu br professores Aula Caldeiras 20(NR13) pdf

Related PDF

caldeiras e vasos de pressão - DDS Online

[PDF] caldeiras e vasos de pressão DDS Online ddsonline br images caldeiras e vasos de pressao pdf
PDF

NR - 13 Caldeiras e Vasos de Pressão - IFBa

[PDF] NR 13 Caldeiras e Vasos de Pressão IFBa ifba edu br professores Aula Caldeiras 20(NR13) pdf
PDF

caldeiras e vasos de pressão - Sindinova

[PDF] caldeiras e vasos de pressão Sindinova sindinova br APRESENTAÇÃO NR13 SENAI rev 00 pdf
PDF

NR-13 Treinamento de Segurança na Operação de Caldeiras

[PDF] NR 13 Treinamento de Segurança na Operação de Caldeiras relyonnutec 20141127 nr13 caldeiras apostila pt rev01 pdf
PDF

NR 13 – Caldeiras, Vasos de Pressão e Tubulações - Sicepot-MG

[PDF] NR 13 – Caldeiras, Vasos de Pressão e Tubulações Sicepot MG sicepot mg br imagensDin arquivos 5594 pdf
PDF

Manual Técnico de Caldeiras e Vasos de Pressão - Seguranca no

[PDF] Manual Técnico de Caldeiras e Vasos de Pressão Seguranca no segurancanotrabalho eng br manuais manualcaldeiras pdf
PDF

Caldeiras e vasos de pressão - Segurança e Trabalho Online

[PDF] Caldeiras e vasos de pressão Segurança e Trabalho Online segurancaetrabalho br download caldeiras godoy pdf
PDF

NR-13 Manual Técnico de Caldeiras e Vasos de Pressão Edição

[PDF] NR 13 Manual Técnico de Caldeiras e Vasos de Pressão Edição ascequipamentos br NR13 E OS GERADORES DE VAPOR DA ASC CLAYTON 01 pdf
PDF

NR 13 - Caldeiras e Vasos de Pressão (113000-5) - IARUnicamp

12 jul 2007 vapor sob pressão superior à atmosférica, utilizando qualquer fonte de e supervisão de inspeção de caldeiras e vasos de pressão, em
PDF

Calder v. Bull, 3 U.S. 386 (1798)

the civil ex post facto clause - Wisconsin Law Review

PDF Calder v Bull, interpreting the Constitution as a social Dialnet dialnet unirioja es descarga articulo 2380130 pdf PDF Bicentennial of Calder v Bull In Defense of a Democratic Middle kb osu edu

CALDERA DE FLUIDO TÉRMICO - CE_INGLES

Índia só aceita a paz conquistando Bangla

PDF multisectorial componentes, equipos y sistemas de Automática y automatica robotica es Estadisticas R asp?C PDF Mejora la seguridad en Gamonal con la llegada de Gente Digital gentedigital es upload ficheros revistas 200901 377 pdf

Caldera de Marcet

PROPOSTA D'ADJUDICACIÓ - rubicat

upcommons upc edu bitstream handle 2099 1 7221 Plano de situación del edificio de Can Marcet 2 1 Tabla de sectorización del consumo energético destinado a climatización Combustible Sectores Energía Potencia Consumo ACS para las duchas de la policía Gas Policía Calefacción con caldera Gas Taller, policía y parte

CALDERERIA-1.0

SOLDADURA ETA GALDARAGINTZAKO TEKNIKARIA - ivac-eeieus

proysercal download TAKREER 5 QUALITY MANUAL ED7 0 8 0 0 1 11 1 3 PROYSER CALDERERIA, S A Caldereria SA In order to achieve not only customer’s satisfaction but legal and regulatory requirements pferd images Herramientas PFERD

Caldereria Tecnica 1

CALDERERÍA DE FUENLABRADA, SA - caldefusaes

ivac eei eus upload cf documentos 54 fme t sol 1 b) Resultados de aprendizaje y criterios de evaluación 1 Determina la forma y dimensiones de productos a construir, interpretando la simbología representada en los planos de fabricación Criterios de evaluación a) Se

Caldereria - Trazado de Cuerpos de Chapa (2)

TRAZADO SOBRE SUPERFICIE METALICA 2-2pdf - Inces

PDF Módulo 2 Trazado, Corte y Conformado IVAC EEI ivac eei eus upload cf 54 fme t sol cal ud 0091 c pdf PDF calderería i senati virtualvirtual senati edu pe curri 89000461 20CALDERERIA 20I

Caldereria - Trazado de Cuerpos de Chapa

PROGRAMA FORMATIVO - Servicio Público de Empleo Estatal

teflanguagehouse libro tratado de trazados y todofp es dam jcr 07ea33b3 a8c4 475b 8329 cfbd Abombado y estampado de cuerpos esféricos Plegado, curvado, engargolado y rebordeado (a efectuar en cuerpos de chapa de uno o más milímetros de espesor) Soldadura eléctrica y autógena, en

ST215G 3S GTE Engine Control Electrical Parts Location ABS TRC VSC BA Summary Electrical Wiring Diagram  ○This wiring diagram booklet is designed for use with the REV SPEED Caldina ST215W 3S−GTE '97

  1. Caldina Electrical Info
  2. SPEED METER VehicleSpecificWiringDiagram
  3. wiring diagram by model
  4. 4afe Engine Ecu Wiring Connection Toyota Corolla
  5. Instruction Manual
  6. Combined Electrical Wiring Diagram Workbook
  7. Positioned for the Future
  8. water pumps water circulating pumps electrical coolant pumps oil
  9. Vehicle Specific Wiring Diagrams
  10. This manual lists vehicle applications and ECU wiring diagrams for the SUPER

CALEA DACILOR

trei sute patru zeci şi şase de stele trec în drumul lor cel

api ning files m bv9QDs52XxGj9HPCKCrQqi9anr30AU7AP9P TESTAMENT AL DACILOR este cuvântul pe care Dumnezeu l a transmis neamului românesc, de a lungul mileniilor, de la străbunii săi tracii şi dacii până în zilele de azi Acest cuvânt se revelă în timpurile de acum, pe care Dumnezeu le a găsit

Home back Next

AS E VASOS SOB PRESSÃO

Description

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO CAPÍTULO I

Combustíveis e Comburente

Reações de Combustão

Ar necessário à Combustão

Poder Calorífico

Calor Sensível e Calor Latente

5 6 6 8 9

CAPÍTULO II

Tipos de caldeiras

Partes de uma caldeira

Fornalhas e Queimadores

Caldeiras para Energia Alternativa

Acessórios e Instrumentos de Caldeiras

Controle de Tiragem

Partida do Equipamento

Operação de Rotina

Regulagens e Controles

Anomalias mais Comuns Durante a Operação

CAPÍTULO IV

Riscos de Acidentes

Explosões de Fornalhas

Análise de Riscos

Água de Alimentação

Problemas Provocados pela Água de Alimentação

Controle de Incrustações e Corrosão

Limpeza dos Sistemas de Geração de Vapor

Hibernação / Proteção nas paradas

CAPÍTULO VI

Inspeção e Manutenção Preventiva

Carta de Avarias

BIBLIOGRAFIA

Limites a serem estabelecidos para a água no interior da caldeira

Legislação de segurança e medicina do trabalho

Norma Regulamentadora no 13 (NR-13)

Currículo mínimo para “Treinamento de Seg

Currículo mínimo para “Trein

Requisitos para certificação de “Serviço Próprio de Insp

102 III

Equipamentos aos quais devem ser aplicada a NR-13

Classificação de vasos de pressão

Noções de Grandezas Físicas e Unidades

TABELAS E GRÁFICOS

Rendimento da combustão

Tabela de vapor saturado (Pressão relativa de 0 a 7,0 kgf/cm )

Tabela de vapor saturado (Pressão relativa de 7,5 a 219 kgf/cm2)

Tabela de Viscosidade para Óleo Combustível

Caracterização de Óleo Combustível do tipo A1

Informações sobre Óleo Combustível do tipo A2

Características básicas do GN de Campos

Características básicas do GN Distribuído pela CEG

Válvula de Segurança

Tabela de Especificações de Óleos Combustíveis

Tabela de Especificações de Óleos Combustíveis (Portaria ANP no 90)

Tabela de Ponto de Fluidez Superior (Resolução CNP no 03/86)

Armazenagem e Manuseio de Óleos Combustíveis

Tabela de Transformação de Condutividade para Sólidos Dissolvidos

INTRODUÇÃO A Portaria no 23 de 27/12/94,

que alterou a norma regulamentadora no 13 da Portaria no 3214,

estabelece a obrigatoriedade do Treinamento de Segurança para Operadores de Caldeiras e Estágio Supervisionado

Estão isentos dessa obrigatoriedade os Operadores que,

comprovadamente através de Carteira Profissional,

tiverem mais de 3 anos de experiência nessa atividade e aqueles já possuidores de certificados de Treinamento conforme a Portaria 02 de 08/05/84

Consideramos que a participação de profissionais já experientes,

é conveniente em função da oportunidade de reciclagem de conhecimentos,

a operação de caldeiras exige do operador o máximo de qualificação e atualização

Esta publicação aborda o assunto de forma generalizada,

incluindo os tópicos exigidos pela NR-13,

além de focalizar outros aspectos que são importantes para a qualificação do Operador de Caldeiras

CAPÍTULO I

CONCEITOS BÁSICOS DE COMBUSTÃO

CAPÍTULO I

o único combustível industrial era a lenha

Aliás a lenha não só era utilizada industrialmente,

mas seu uso também era total em locomotivas e navegação

Em seguida surgiram o carvão mineral,

o betume e finalmente o petróleo e seus derivados

Durante muito tempo o carvão teve preponderância como combustível industrial

Somente em 1926 é que teve início o consumo de óleo combustível em indústrias e em centrais termoelétricas

Em 1940,

já tínhamos muitas indústrias adaptadas para o uso de óleo combustível,

sendo que a maioria voltou a consumir lenha no período da 2a Guerra Mundial

Atualmente,

a grande maioria das indústrias,

centrais elétricas e estradas de ferro utilizam os derivados de petróleo como fonte de energia calorífica,

principalmente os óleos combustíveis e o gás natural

Classificação dos Combustíveis:

- Sólidos

Líquidos: Petróleo,

óleo de xisto,

álcool e óleos vegetais

Gasosos: Metano,

gás liquefeito de petróleo,

gás de coqueria (siderúrgica),

gás natural,

Sabemos que a combustão é a reação química entre duas substâncias: Combustível e Comburente com produção de calor e luz

O Combustível é a substância que queima e contém em sua composição principalmente dois elementos: carbono e hidrogênio

O Comburente é o elemento que entra na reação de combustão como fonte de oxigênio

A fonte usual de oxigênio é o ar atmosférico,

onde o oxigênio está contido na proporção de 23% em peso e 21% em volume

O restante é praticamente constituído de nitrogênio

que deve-se sempre orientar a queima no sentido de se obter o CO2 pois tem-se assim uma maior liberação de calor

Na prática,

queimam-se combustíveis que não se compõem apenas de Carbono (C),

mas também de hidrogênio (H2) e enxofre (S),

conforme visto nas reações acima

A combustão é completa quando todos os elementos combustíveis contidos no combustível em questão (C,

combinam-se com o oxigênio do ar,

fornecendo os produtos finais correspondentes

a combustão é completa quando a quantidade de ar é necessária e suficiente para oxidar os elementos constituintes do combustível utilizado

Havendo combustão incompleta teremos fuligem,

aldeído e monóxido de carbono,

além de não ocorrer a liberação total do calor do combustível

A quantidade de ar teórica necessária à combustão pode ser calculada pela seguinte fórmula: Kg ar/ kg de combustivel = 11,5 (% C) + 34,7 (% H2) + 4,3 (% S)

Os percentuais de carbono e hidrogênio no combustível são calculados aproximadamente por: % P/P Carbono = 100

cinzas e enxofre são obtidos em laboratório

Exemplificando,

podemos considerar a queima de um óleo combustível tipo A,

com a seguinte composição média: C = 84%,

H2 = 11%,

S = 4% e água = 1%

Para queimar 1 Kg desse óleo,

necessitamos: 84/100 x 11,5 = 9,66 11/100 x 34,7 = 3,81 4/100

4,3 = 0,17

Dessa forma,

teremos: 9,66 + 3,81 + 0,17 = 13,6 Kg de ar/Kg de óleo A Considerando que o ar possui 23% P/P do oxigênio,

então teremos: 0,23 x 13,6 → 3,1 Kg O2/Kg de óleo tipo A Na prática,

trabalha-se com excesso de ar para garantir-se a queima completa do combustível e a mínima concentração de CO (monóxido de carbono) O excesso de ar varia em função do combustível utilizado

São aceitáveis de 15% a 30% para óleos e de 10% a 15% para gases

ANÁLISE TÍPICA PARA ÓLEO E GÁS NATURAL ÓLEO GÁS ÓLEO GÁS (ESTEQUIOMÉTRICO) (C/ EXCESSO DE AR) % CO2 15 11 13 10 % CO

----0,01

as reações químicas da combustão liberam calor,

estas reações são denominadas exotérmicas

O calor assim gerado é que constitui o calor da combustão e que pode ser aproveitado das mais diversas maneiras

cada combustível ao ser queimado é capaz de liberar uma determinada quantidade de calor

Essas quantidades de calor são medidas em aparelhos chamados calorímetros e são específicas para cada combustível

a quantidade de calor liberada constitui uma das mais importantes características do combustível e é denominada poder calorífico

Define-se poder calorífico como a quantidade de calor produzida pela queima total de uma unidade de combustível

Ex: Kcal/Kg

Kcal/Nm³

Poder Calorífico Superior: O poder calorífico supeiror é o calor liberado pela combustão da unidade de massa do combustível a volume constante,

estando a água formada pela combustão,

No poder calorífico superior a água formada permanece no estado líquido,

seu calor latente é incluido no calor gerado na combustão

Poder Calorífico Inferior: É o calor liberado pela combustão da unidade de massa do combustível,

na pressão constante de 1 atm,

permanecendo a água da combustão no estado gasoso (vapor)

No poder calorífico inferior a água formada permanece no estado gasoso,

seu calor latente fica excluído do calor gerado na combustão

Na prática é o que 8

a temperatura dos gases de combustão é superior à temperatura de saturação do vapor d'água à pressão atmosférica,

permanecendo a água na forma de vapor superaquecido

O calor latente,

ao contrário do calor sensível,

não produz aquecimento,

sendo aproveitado pelo corpo para realizar uma mudança de estado

(*)Denomina-se calor específico c'a quantidade de calor necessária para elevar de 1° C a temperatura de 1 g de uma substância

CAPÍTULO II

CALDEIRAS CONSIDERAÇÕES GERAIS

CAPÍTULO II

que produzem vapor a partir da energia térmica (queima de combustível),

constituídos por diversos equipamentos associados,

para permitir a obtenção do maior rendimento térmico possível

o qual consiste essencialmente de um corpo cilíndrico com dois espelhos fixos nos quais os tubos são mandrilados ou soldados,

os gases de combustão atravessam a caldeira pelo interior dos tubos cedendo calor à água que está envolvendo esses tubos,

conforme mostram as figuras II

Exemplos: Caldeiras ATA,

Caldeiras ICESA,

Caldeiras TENGE,

Caldeiras AALBORG,

Figura II

As caldeiras fogotubulares são as unidades de geração de vapor de menor porte,

estando limitadas à produção de no máximo 20 t/h de vapor e pressão não superior a 300 psi (≅20 Kgf/cm2)

VANTAGENS: • menor investimento (têm menor custo e são mais econômicas do que as similares aquotubulares) • exigem pouca alvenaria • manutenção mais fácil • tratamento de água menos rigoroso • atendem bem à variação de demanda de vapor,

devido ao grande volume de água que encerram

• apresentam alta eficiência de transferência de calor por área de troca térmica ( 40% maior que as aquotubulares )

DESVANTAGENS: • pressão de trabalho limitada (=20 Kgf/cm2),

devido ao fato de que a espessura da chapa dos corpos cilíndricos crescem com o diâmetro

devido ao grande volume de água

• pequena taxa de vaporização,

ocupam muito espaço em relação à área de aquecimento

• circulação deficiente de água

• não produz vapor superaquecido,

b) Caldeiras Aquotubulares (Tubos de Água) Quando necessita-se de maiores produções e pressões de vapor,

utiliza-se as caldeiras aquotubulares

Nestes equipamentos os gases de combustão atravessam toda caldeira pela parte externa dos tubos cedendo calor à água contida no interior dos mesmos

Figura II

Figura II

As Caldeiras Aquotubulares por possuírem uma estrutura tubular que compõem a parte principal da absorção de calor,

permite a obtenção de grandes superfícies de aquecimento

Nestes tipos de caldeiras as produções de vapor chegam a atingir até

750 t/h,

com pressões de até 200Kgf/cm2 e temperatura de 450 a 500° C,

existindo unidades com pressão crítica (226 atm) e supercrítica (350 atm)

As Caldeiras Aquotubulares podem ser classificadas em três grandes categorias: • Caldeiras aquotubulares de tubos retos • Caldeiras aquotubulares de tubos curvos • Caldeiras aquotubulares de circulação positiva 1) Caldeiras Aquotubulares de tubos retos Essas caldeiras possuem um feixe de tubos retos paralelos e inclinados por onde a água circula,

segundo uma mesma orientação,

sempre da parte posterior para a anterior

A capacidade dessas caldeiras varia de 3 a 30 t/h de vapor,

Sua vaporização específica é da ordem de 20-25 Kg vapor/m2

Esse tipo de caldeira apresenta varias vantagens,

tais como facilidade de troca e limpeza dos tubos,

facilidade de limpeza dos depósitos de fuligens por fora dos tubos,

comportam um grande volume de água e dispensam chaminés elevadas ou tiragem forçada por provocarem pequena perda de no carga circuíto dos gases (15 a 20 mm de coluna d'água)

Atualmente os tipos mais difundidos são os de dois tambores por serem de menor custo

A aplicação de paredes de água em caldeiras constituem um grande avanço tecnico e confere enormes vantagens tais como: diminuição do tamanho das caldeiras (caldeiras compactas),

queda de temperatura de combustão,

As caldeiras de vapor aquotubulares de tubos curvos,

chegam a atingir capacidade acima de 150 t/h de vapor

Sua vaporização específica é de 28 a 30 Kg vapor/m2 ,

podendo atingir mesmo a 45 Kg vapor/m2

graças à diferença de peso específico entre a água situada nas partes mais frias da caldeira,

e a água aquecida e misturada com bolhas de vapor nas partes onde se processa forte troca térmica

Aplicando-se esse princípio determinouse a concepção de novas unidades geradoras de vapor

Nessas unidades,

a circulação de água é rigorosamente orientada e sempre unidirecional através de todo sistema tubular

Essas caldeiras são chamadas de circulação positiva,

podendo-se ser de circulação positiva natural ou forçada,

última feita com auxílio de bombas

As concepções mais modernas,

mantendo-se o sistema de circulação forçada,

operam com elevada pressão positiva na câmara de combustão (1 a 2 Kgf/cm2),

assegurando aos gases uma velocidade da ordem de 200 cm/s e alcançando coeficientes de transmissão de calor 15 vezes maiores de uma caldeira comum

Essas condições permitem colocar a caldeira em operação rapidamente (5 a 7 minutos),

atingindo rendimentos da ordem de 85-90%

De acordo com a fonte de aquecimento utilizada,

as caldeiras são classificadas em: • • • • •

Caldeiras a combustíveis convencionais (sólidos,

líquidos e gasosos) Caldeiras elétricas ( resistências e eletrodos) Caldeiras de recuperação (gases de escape e produtos resíduais) Caldeiras nucleares (fissão de urânio) Caldeiras solares (energia solar)

que compoem sua estrutura: • Câmara de combustão (fornalha) • Câmara de água (feixes tubulares e tubulações inferiores) • Câmara de vapor (espaço disponível na tubulação superior,

acima do nível de água) Componentes principais de Caldeira Flamotubular Conforme vimos,

uma caldeira flamotubular consiste essencialmente de um corpo cilindrico (horizontal ou vertical) com dois espelhos fixos nos quais os tubos são mandrilados

Em uma das extremidades situa-se a fornalha de um modo que os gases resultantes da combustão,

passando por dentro dos tubos,

Nas caldeiras fogotubulares mais comuns a fornalha está montada dentro do corpo cilíndrico,

sendo que o queimador está montado na parte da frente da fornalha e na parte de trás temos uma tampa,

que faz com que os gases invertam o seu percuso,

passando por dentro dos tubos para então alcançar a chaminé

Figura II

Componentes Principais de uma Caldeira Aquotubular:

Figura II

colocado na parte mais baixa e fria da caldeira e onde se acumula o lodo formado

O super-aquecimento do vapor é feito com o aproveitamento de calor transmitido por radiação e convecção na câmara de combustão

aproveitando o calor sensível dos gases resultantes da combustão antes de lançá-los à atmosfera

Quando a tiragem,

é promovida por ventiladores ou exaustores,

sua função se resume em dirigir os gases de combustão para a atmosfera

É composta do combustor (queimador),

que promove a queima do combustível e da câmara de combustão onde se verifica a completa queima dos gases

A seleção correta de uma fornalha constitui o fator mais importante no projeto de um gerador de vapor

A seleção se faz considerando os seguintes fatores: • • • • • • • • • • •

tipo de combustível volume de combustível teor de umidade granulometria teor de cinzas e voláteis peso específico limpeza da fornalha temperatura da fornalha método de injeção de ar regime de trabalho do gerador comprimento da chama Classificação das Fornalhas

Temos vários critérios para a classificação das fornalhas e podemos dividi-los em duas grandes categorias: a) Fornalhas que queimam sob suporte (combustíveis sólidos) b) Fornalhas que queimam em suspensão (combustíveis gaseificados e sólidos pulverizados,

tendo aplicação limitada a caldeiras de até 20 t/h de vapor

sobre os quais o combustível é projetado manual ou mecanicamente

São adequadas para combustíveis mais leve,

formando uma camada espessa que se extingue à medida que avança na fornalha e descarregando as cinzas residuais no fim do trajeto

gás e combustíveis sólidos pulverizados

Neste caso temos um equipamento responsável pela queima do combustível chamado queimador ou combustor

Considerando que no caso de combustível gasosos a fornalha não apresenta muitos problemas técnicos a resolver,

nos deteremos mais no caso de combustíveis líquidos

As funções da fornalha e do maçarico são assim distribuídas: Vaporização Câmara de combustão Fornalha Queimador

Combustão Atomização Dosagem ar/combustão Turbulência

Sabemos que para o processo de combustão ser eficiente é necessário que: a) A relação entre combustível e comburente deve ser estreita e bem determinada

b) A mistura entre combustível e comburente (ar) deve ser a mais íntima e no menor espaço de tempo possível

c) O excesso de ar deve ser o mínimo necessário à combustão

d) A temperatura da câmara de combustão deve ser a mais alta possível,

as gotículas do combustível lançadas pelo queimador

e) A fornalha deve ser criteriosamente dimensionada de acordo com a temperatura que deva trabalhar e com a quantidade de combustível a ser queimado

f) A circulação dos gases de combustão deve ser tal que promova a eficiente troca térmica através do sistema,

sem no entanto prejudicar a tiragem

é o ar que entra no corpo do queimador para que se consiga o efeito de pulverização do combustível

Ar Secundário: é o ar que entra efetivamente no processo de combustão

Este ar pode ser suprido por ventiladores ("ventoinhas") ou através de janelas reguláveis,

Figura II

Ar Terciário: quando o ar primário e secundário não são suficientes para o processo de combustão,

faz-se uma terceira adução de ar,

que pode ser succionado por efeito de tiragem ou soprado por ventilador

Como já mencionamos anteriormente,

é necessário,

que seja introduzido um excesso de ar para garantir-se a queima completa do combustível

O excesso de ar deve ser controlado para que não se perca eficiência,

pois o ar que não participa da combustão tende a resfriar a chama,

além de aumentar a velocidade dos gases dentro da caldeira com conseqüênte perda de energia

O excesso de ar deve ser controlado através de instrumentos analizadores de gases de combustão,

analizadores portáteis ou analizadores contínuos

Nas caldeiras que queimam óleos combustíveis normalmente monitoramos o % CO2

Nas caldeiras que queimam gases faz-se necessário o monitoramento de oxigênio (O2) ou do CO (monóxido de carbono)

Figura II

a função mais importante do sistema é exercida pelos chamados queimadores ou combustores,

os quais realizam a pulverização do óleo projetandoo no interior da fornalha

O queimador de óleo tem assim por finalidade pulverizar o óleo combustível e lançá-lo no interior da fornalha,

finalmente dividido em gotículas,

Dessa forma ocorre gaseificação rápida,

permitindo que a superfície de contato de combustível com o oxigênio do ar de combustão seja grandemente aumentada

A pulverização de combustível é obtida por meio de um agente pulverizador

Os diversos tipos de queimadores existentes no mercado,

quanto ao processo empregado na atomização,

A pressão de ar varia de 150 a 800 mm de coluna d'água e passa para o bico do queimador através de uma série de palhetas que lhe dão um movimento rotativo

Devido à forma cônica do bico do queimador,

a velocidade do ar é aumentada sem que se modifique o seu movimento espiral

O efeito de turbilhonamento obtido faz com que o óleo combustível admitido,

já parcialmente aquecido,

seja inteiramente misturado com o ar,

Figura II

Num queimador a ar de baixa pressão,

a velocidade do ar varia com a raiz quadrada da pressão

Dessa forma,

correspondente a descarga máxima,

for de 635 mm de coluna d'água,

ao reduzimos a descarga de óleo à metade será necessário reduzir para cerca de 160 mm de coluna d'água a pressão de ar,

de modo que mantenha correta a proporção ar/óleo

Nos queimadores de baixa pressão é necessário grande volume de ar

Em geral não são satisfatórias as condições de pulverização abaixo de 250 mm de coluna d'água

A viscosidade máxima admissível neste tipo de queimador está em torno de 90 SSU

Queimador de Baixa Pressão,

com Comando Independente de Ar Primário,

Secundário e Terciário (aduzido pela Pedra Refratária)

Figura II

Figura II

Queimador Rotativo,

pulverização e Ar de Baixa Pressão (Rotação produzida pelo Ar Primário)

Figura II

Figura II

Figura II

O ar primário para esses queimadores é produzido por compressores

Quanto maior a pressão do ar primário,

menor a percentagem total de ar necessário

Assim complementa-se com ar secundário,

facilitando o controle da combustão

Este tipo de queimador também trabalha eficientemente com vapor

Admite viscosidade máxima em torno de 170 SSU

Queimador a Alta Pressão de Ar,

Figura II

Queimador a Alta Pressão de Ar,

Figura II

O consumo de vapor utilizado para a pulverização está entre 0,15 a 0,4 Kg de vapor por quilo de óleo pulverizado

O processo de atomização a vapor é semelhante ao utilizado com ar comprimido,

o vapor passa através de um estreitamento arrastando consigo o combustível em pequenas gotículas

Figura II

também denominado queimador a jato-pressão,

é normalmente empregado em instalações de grande porte nas quais predomina o fator econômico e em instalações marítimas,

devido não só ao menor consumo de energia como principalmente devido à economia de água

A pulverização do óleo combustível é produzida pela passagem do óleo sob alta pressão através de um orifício

A pressão do óleo varia normalmente de 4 a 9,5 Kgf/cm2,

mas pode atingir valores bem maiores e é produzida por uma bomba

Usado para óleos até 150 SSU

Figura II

Queimador a Jato-Pressão:

Figura II

A crise do petróleo,

trouxe alterações substanciais nos custos e disponibilidades da energia

Esta nova realidade obrigou as empresas a adaptarem seus processos de produção ,

bem como a buscarem soluções visando a substituição do óleo combustível por outras fontes energéticas

No caso do nosso país,

temos diversas alternativas a serem consideradas no que tange à substituição do óleo combustível por outra fonte de energia,

Considerando que o assunto é bastante extenso,

empolgante e requer um ou mais cursos específicos para cada alternativa energética disponível,

nos limitaremos nesta obra a fazer um breve comentário sobre os equipamentos disponíveis para esses casos

As caldeiras elétricas,

para geração de vapor d'água,

são empregadas na Europa desde 1905 e nos Estados Unidos desde 1920

As caldeiras elétricas são,

vasos de pressão nos quais adaptamos os elementos de aquecimento

Há dois tipos de caldeiras elétricas: as de resistência e as eletrodos

Nas caldeiras de resistência,

a corrente elétrica passa através de uma série de resistências elétricas devidamente protegidas,

que se acham imersas na água,

provocando o seu aquecimento até atingir a vaporização,

Nas caldeiras a eletrodo,

a corrente elétrica circula através da água,

convertendo a energia elétrica em térmica,

Neste caso,

tudo se processa no interior de um vaso de pressão

Por motivos econômicos,as caldeiras de resistênica estão limitadas a potências de 2

000 a 2

600 KW,

o que corresponde a produção de cerca de 3

Quanto ao aspecto segurança,

esses equipamentos além de requererem a atenção relativa aos ítens de segurança normais de caldeiras,

devido aos equipamentos elétricos que compõem esse tipo de caldeira

b) Caldeiras a Combustíveis Sólidos

As caldeiras a combustíveis sólidos (lenha,

já operam há bastante tempo no Brasil

Dependendo do tipo de produto a ser queimado,

existem vários arranjos que são utilizados,

Os aspectos relativos à segurança são praticamente os mesmos de uma caldeira a óleo combustível,

sendo que dependendo do tipo de alimentação empregada alguns outros aspectos precisam ser levados em consideração,

Em diversas regiões de país o uso de caldeiras a gás vem aumentando bastante,

principalmente devido a oferta de gás natural

O uso de caldeiras a gás apresenta muitas vantagens,

pois o gás em mistura com o ar entra em ignição facilmente,

permitindo regulagens simples,

chama estável e ausência de poluição

Existem diversos tipos de queimadores a gás utilizados em caldeiras e que operam de uma forma segura e eficiente

Não existe necessidade de modificações das fornalhas das caldeiras a óleo quando modificadas para queimarem gás

d) Caldeiras a Óleo Combustível Devido ao fato de ainda a maioria dos queimadores de geração de vapor,

utilizarem óleo combustível como fonte térmica,

abordaremos os aspectos: operacionais,

de segurança e de manutenção relativos a esse tipo de caldeira

melhorar as condições de segurança,

facilitar a continuidade de operação e facilitar o controle de regulagens

O termo "acessórios" confunde-se com o termo "instrumentos" em alguns aspectos

De uma forma geral os instrumentos são os elementos de controle de regulagens

melhorar as condições de segurança,

facilitar a continuidade de operação e facilitar o controle de regulagens

O termo "acessórios" confunde-se com o termo "instrumentos" em alguns aspectos

De uma forma geral os instrumentos são os elementos de controle de regulagens

devem manter uma determinada vazão e vencer a perda de carga total do sistema,

perda de carga da tubulação,

válvulas e a contra-pressão do vapor

Existem três tipos de aparelhos de alimentação normalmente usadas nos geradores de vapor

podendo atingir vazões da ordem de 500m3/h

Nas pequenas instalações de baixa pressão as bombas centrífugas de um estágio são suficientes

A medida que se necessita de pressão maiores,

utilizase bombas de vários estágios

São acionados por motor elétrico ou por turbinas auxiliares

É necessário que o reservatório de alimentação de água para a caldeira esteja a pelo menos 4 metros acima da entrada da bomba,

a fim de se ter uma pressão positiva na sucção da bomba,

já que a água no tanque deve estar a uma temperatura elevada

Para maior garantia deve-se consultar o fabricante da bomba a esse respeito

porém tem limitações de capacidade e pressão

Normalmente,

são indicadas para vazão máxima de 50 m³/h e pressão de 20 Kgf/cm²

Apresentam o inconveniente de arrastar óleo e graxas lubrificantes das partes móveis juntamente com o vapor de escape,

necessitando a instalação de separadores

Normalmente são instalados como aparelho de reserva pronto para operar quando se verifica deficiências na bomba de alimentação de água

Não trabalham com água quente (acima de 40°C) e também não fazem sucção,

devendo o tanque de água estar elevado,

O visor de nível ou coluna de nível,

é o aparelho que permite controlar visualmente o nível de água no interior da caldeira

Fazem parte do conjunto de nível,

- corpo

para ficarmos seguros que não existe indicação de nível falso

Uma das mais importantes regras na operação de caldeiras é manter-se constantemente a água na caldeira a um nível apropriado

O operador deverá sempre verificar o nível da água observando a garrafa de nível instalada no balão da caldeira

Recomenda-se que o visor seja drenado a cada início de turno de operação

Este procedimento além de assegurar a operação livre do visor,

assegura também a certeza de que o operador,

A garrafa de nível também deve ser drenada a cada turno,

para que se remova a lama acumulada que causa turvação no visor,

ocasionando falsa observação do nível de água

Mais detalhes sobre o controle e regulagem de nível de água será fornecido no Capítulo III

Estão localizados nas partes da caldeira onde necessita-se indicação de pressão

Normalmente a escala de um manômetro corresponde pelo menos duas vezes a pressão normal do trabalho

São ligados ao ponto de medição de pressão através de sifão e válvula de bloqueio

Este processo evita o contato do manômetro com temperaturas elevadas

Normalmente são as válvulas dio tipo globo por permitirem controle mais perfeito da vazão,

mas pode-se usar válvulas tipo gaveta quando não se tem ou não necessita-se de rigoroso controle da vazão

b) Válvula de Segurança As válvulas de segurança destinam-se a evitar que a pressão nas caldeiras eleve-se além do limite especificado pelo projeto

Com isto temos assegurada a segurança do equipamento

As válvulas de segurança corretamente dimensionadas devem: 1) abrir totalmente a uma determinada pressão 2) permanecer aberta enquanto a pressão retorna ao valor normal de operação 3) fechar instantaneamente após verificar-se o abaixamento da pressão às condições normais de operação

As válvulas de segurança devem ter saída para fora da "casa de caldeiras",

através de tubos de igual ou maior diâmetro que a saída da válvula

se houver necessidade de curvas,

que sejam bem suaves a fim de dar livre expansão à descarga

Devem ser testadas,

puxando-se as alvancas com toda pressão de trabalho da caldeira,

a fim de que não fiquem presas por falta de uso e semanalmente,

deixando-se que a caldeira atinja a pressão de abertura das válvulas

Devem ser reguladas tendo como limite a PMTA

c) Válvula de alimentação Destina-se a permitir ou interromper o suprimento de água na caldeira

São válvulas do tipo globo com passagem reta

d) Válvula de retenção Tem como função evitar o retorno de água sob pressão do interior da caldeira

São instaladas após a válvula de alimentação

e) Válvula de descarga São válvulas de descarga rápida que permitem a purga da caldeira ocasionando a "desconcentração"do equipamento

Maiores detalhes sobre a necessidade de purga da caldeira são fornecidos no capítulo referente a tratamento de água

em função de energização ou não da bobina,

quando energizadas liberam o fluxo e quando não energizadas bloqueiam o fluxo

são utilizadas em várias funções como por exemplo no controle de alimentação de combustível,

obtendo-se assim a redução da chama em pressões elevadas no interior da caldeira ou aumentando-a quando em baixas pressões,

objetivando igualar dentro de certos limites a produção e o consumo de vapor

O sistema de modulação é constituído pelo Pressostato de Modulação de Chama e por um Servo-Motor que atua sobre a válvula de combustível e sobre o damper do ventilador de ar secundário

Nas caldeiras equipadas com foto-resistor,

o Pressostato de Modulação de Chama é conjugado ao programador de combustão no comando automático,

de forma a obrigar o sistema de combustão a partir em fogo baixo

Após a sensibilização do foto-resistor,

o servo-motor atua abrindo todo o fogo,

caso a pressão de vapor no interior da caldeira não seja muito elevada

b) Pressostato de máxima Esse pressostato faz parte do sistema de segurança da caldeira

Sua função é desligar o circuito automático quando a caldeira atinge a Pressão Máxima de Trabalho,

atua desligando a alimentação de corrente elétrica do sistema automático de combustão,

cortando assim a alimentação de óleo combustível (fecha a válvula solenóide),

devem ser protegidos nos casos de extinção acidental da chama ou de falhas de ignição

O detetor mais usado é o do tipo ótico,

detetando a luminosidade da chama,

emite um impulso elétrico que é retificado no programador,

Existem três tipos de Detetores Óticos: a) Detetor de luz visível

b) Detetor de luz infra-vermelha

c) Detetor de luz ultra-violeta

Um outro dispositivo empregado é o tipo "flame rod" que utiliza uma fonte externa de energia elétrica,

eletrodo para detectar a chama e um amplificador eletrônico

O princípio de operação consiste na captação de elétrons livres liberados pela ionização do gás de combustão

O sinal de corrente formada é amplificado operando um relé de controle

suprindo-a de oxigênio necessário à combustão e retirando os gases de combustão através dos dutos de escape

A essa corrente de ar denomina-se "tiragem"

A tiragem pode ser "natural" ou "mecânica"

A tiragem natural é aquela devida ao diferencial de pressão existente entre a fornalha e a saída dos gases produzidos pela chaminé

Para que haja uma combustão eficiente essa diferença de pressão deverá vencer todas as perdas de carga existentes e promover uma alimentação de ar suficiente para fornecer todo o oxigênio necessário à queima completa

Além da altura da chaminé,

o espaçamento entre a sua extremidade e o chapéu é importante para uma tiragem adequada

Na prática,

esse espaçamento deve ser igual ao diâmetro da chaminé

A tiragem mecânica é aquela na qual se utiliza equipamentos mecânicos,

com a finalidade de promover a alimentação de ar,

ficando a chaminé apenas com a função de expelir os gases no alto,

Este processo é geralmente utilizado nas caldeiras de maior porte,

onde o ar e os gases da combustão são submetidos a maiores perdas de carga tornando a tiragem natural antieconômica ou até mesmo impraticável

A tiragem mecânica pode ainda ser classificada:

- forçada

- induzida

o ventilador insufla o ar de combustão na fornalha

Na tiragem mecânica induzida,

o ventilador é colocado após a fornalha,

com a função de retirar os gases de combustão

A tiragem excessiva produz um aumento na temperatura dos gases na chaminé e reduz o percentual de CO2

A tiragem inadequada,

resulta em combustão deficiente e excesso de fuligem

A medição da tiragem é feita na câmara de combustão e na chaminé

Tiragem insuficiente na câmara de combustão acarreta saída dos gases e fumaça para a área exterior e vizinha

A tiragem deve ser suficiente para evitar pressão elevada na câmara de combustão

A temperatura na chaminé é função do projeto de caldeira

O fabricante do equipamento deverá fornecer a temperatura da chaminé para as condições de operação determinadas

Temperaturas altas dos gases de combustão indicam perda de calor pela chaminé

É necessário verificar com o fabricante a temperatura de projeto

Observar a retirada de fuligem de modo a manter-se as superfícies de troca de calor sempre limpas

A tiragem,

deve ser observada de modo que não se tenha tiragem excessiva,

o que evidentemente produzirá um aumento de temperatura dos gases e redução do teor de CO2

CAPÍTULO III

OPERAÇÃO DE CALDEIRAS

CAPÍTULO III

depende muito dos cuidados e procedimentos adotados na partida do equipamento,

os quais devem ser observados criteriosamente ao início de operação

A operação deve ser conduzida de maneira tal,

que os seguintes objetivos sejam alcançados:

Colocação da Caldeira em Linha Antes de se colocar a caldeira em linha,

devemos nos certificar se todas as portas de visita estão fechadas,

correias e acoplamentos estão em perfeito estado

Dependendo do tipo de gerador de vapor,

existirão algumas características que deverão ser observadas no início da operação do equipamento,

daí ser fundamental que o operador conheça bem o tipo de caldeira e esteja ciente das normas e instruções fornecidas pelo fabricante e que constam do MANUAL DE OPERAÇÃO

No entanto,

alguns procedimentos são comuns e devem ser seguidos

São eles: 1

bem como aquelas que deverão permanecer abertas 5

Todo acendimento inicial com a caldeira fria deve ser lento e deve seguir a curva de acendimento característica do equipamento

CURVA DE ACENDIMENTO INICIAL – CALDEIRA FRIA

Figura III

Uma operação mal feita,

reduz a eficiência do sistema provocando prejuízos significativos além de oferecer sérios riscos

Existe um mínimo de prescrições que devem ser do conhecimento de todos os operadores de caldeiras,

as quais enumeramos abaixo: 1) Inspecionar periodicamente o corpo de nível,

fazendo a descarga diariamente pelas torneiras de prova

Este procedimento permite ao operador assegurar-se de que as partes responsáveis pela indicação do nível não estão entupidas

Se em consequência do entupimento a caldeira for operada sem água,

Sendo constatada a falta de nível,

deve-se imediatamente apagar o fogo e deixar a caldeira esfriar

Para evitar explosões,

Para evitar explosões,

para evitar descargas pelas válvulas de segurança,

pois a constante perda de vapor afeta o rendimento de caldeira

Esta prática evita a eventual formação de misturas gasosas,

que podem chegar ao ponto de provocar explosões,

causando danos totais à fornalha

visto que o controle manual apresenta sérios inconvenientes,

aquém dos limites de segurança,

ocasionando arraste de água pelo vapor

Existem vários tipos de reguladores automáticos,

tais como: a) Controle de Nível por Eletrodos Baseia-se no princípio da condutividade elétrica da água

Trabalha-se,

com três eletrodos de aço inox,

isolados do corpo da caldeira,

na altura do nível máximo (3o eletrodo),

nível mínimo (2o eletrodo) e nível crítico (1o eletrodo)

Se o nível de água baixar aquém do 2o eletrodo,

um sistema de comando amplificado liga a bomba de alimentação

Se o nível de água atingir o 3o eletrodo,

a bomba desliga e interrompe a alimentação

Se por algum motivo o nível cair abaixo do 2o eletrodo e a bomba não funcionar e continuar até atingir o 1o eletrodo (nível crítico),

soará um alarme e haverá a paralização da combustão (a caldeira apagará)

b) Controle de Nível Termostático Trata-se de um sistema completamente mecânico e bastante eficiente

É utilizado em caldeiras aquotubulares e atua em função da expansão ou contração de um elemento termostático,

em consequência da maior ou menor quantidade de água em relação ao vapor em contato com este elemento

O movimento de expansão ou contração age diretamente sobre a válvula de alimentação corrigindo o nível da caldeira

Figura III

c) Controlador de Nível Termohidráulico Também baseia-se no efeito de dilatação e contração

Um tubo de latão instalado inclinado como um indicador de nível,

recebe uma camisa tubular aletada

Esta câmara comunica-se com uma válvula de diafragma

À medida que o nível oscila,

a água da câmara entra em contato com maior ou menor superfície de vapor

A estas variações correspondem contrações ou dilatações da água que refletem sobre o diafragma da válvula de alimentação de água

Os sistemas de controle de pressão atuam equitativamente no fluxo de óleo e no fluxo de ar secundário para o queimador em função da variação de carga na caldeira

Assim sendo,

a pressão de trabalho permanece constante

Figura III

Isto pode acontecer no início da operação quando todo o sistema está frio e em particular a fornalha,

ou durante bruscas variações de cargas,

quando são exigidas maiores demandas que mesmo com a tiragem forçada,

não é mantida a circulação adequada dos gases

Esse fenômeno pode ocorrer,

quando se verificar uma obstrução na sucção obrigatória dos gases

O acúmulo de combustível não queimado na fornalha,

também pode provocar o retorno da chama,

deverá o operador tomar as seguintes medidas:

A válvula de respiro deve ser mantida aberta,

a válvula geral de distribuição de vapor,

até a pressão cair lentamente até chegar a zero

Prossegue-se com o resfriamento até a abertura do equipamento

devem ser tomadas as seguintes providências:

a fim de evitar perda de água,

Esta prática deve ser feita com o máximo de cuidado

CAPÍTULO IV

PREVENÇÃO CONTRA EXPLOSÃO E OUTROS RISCOS

CAPÍTULO IV

provocados por manobras indevidas ou por situações imprevistas devido a complexidade do sistema

A fim de tornar a operação mais segura possível,

lança-se mão de um grande número de controles e dispositivos de segurança,

Entretanto,

mesmo com toda a aparelhagem possível a atenção do operador constitui o fator fundamental no que se refere à segurança do sistema

Compete ao operador eliminar e regularizar o mais rapidamente possível qualquer anormalidade que ocorra,

evitando com isto uma perda de controle do sistema

Devemos lembrar que mesmo nos sistemas automatizados há a possibilidade de falha na instrumentação

Há um mínimo de prescrições e situações que devem ser do conhecimento do operador de caldeiras,

a saber: 1) Inspecionar diariamente o corpo do nível,

fazendo a descarga pelas torneiras de prova

Este procedimento permite ao operador assegurar-se que as partes responsáveis pela indicação do nível não estão entupidas

deve-se imediatamente apagar o fogo e fechar as válvulas de vapor e alimentação de água,

deixando a caldeira esfriar lentamente

NUNCA INJETAR ÁGUA NESSA SITUAÇÃO

para evitar descargas pela válvula de segurança

A constante perda de vapor afeta o rendimento do equipamento

proceder à purga da mesma pelo menos por 5 minutos

NUNCA ACENDER IMEDIATAMENTE O QUEIMADOR

deteriorização e funcionamento

As explosões de fornalhas são geralmente resultantes das seguintes condições: 1

perda de chama ou vazamento da válvula de combustível

O combustível pode penetrar na fornalha,

Providências Pode-se evitar explosões de fornalhas tomando-se algumas precauções,

prevenindo assim o acúmulo de misturas explosivas 2

feche imediatamente todas as válvulas principais de óleo e purge a fornalha suficientemente 5

se o óleo combustível está aquecido e recirculado para dar a necessária viscosidade no queimador 7

sistemas de segurança da chama e de controle do queimador 9

os efeitos e as ações que minimizam a possibilidade de ocorrência desses riscos,

aquelas qua reduzam ou neutralizam os efeitos

Atividade: PARTIDA DA CALDEIRA

Risco: EXPLOSÃO NA FORNALHA

Causa: ACÚMULO DE VAPORES DE COMBUSTÍVEL

Efeito: LESÕES (QUEIMADURAS,

FRATURAS E MORTE) E/OU DANOS NA CALDEIRA

Ações Preventivas:

inicialmente circular ar na fornalha (purga dos gases da fornalha) por 05 minutos no mínimo

fechar as válvulas de óleo combustível/gás

Ações Corretivas: Caso ocorra explosão na fornalha:

Atividade: OPERAÇÃO DE CALDEIRA

Risco: ACÚMULO DE COMBUSTÍVEL NA FORNALHA

Causa: FALHA DO DETETOR DE CHAMA OU DO SISTEMA ELÉTRICO

Efeito: PERDA DE CHAMA/RESÍDUOS SÓLIDOS ADERIDOS À FORNALHA (SUPERAQUECIMENTO LOCALIZADO) Ações Preventivas: 50

retirar a caldeira de operação e providenciar o reparo

Ações Corretivas: Caso haja ac?